Eu original: seu valor é o que você faz ou o que você é?

Cada vez mais, as empresas estão entendendo que o consumidor quer algo mais. Como diz Simon Sinek: “As pessoas não compram o que você faz, mas por que você faz.”

Cada vez mais estamos de olho na missão e valores. Valores. Valor. Vou usar a primeira definição do dicionário Aurélio: o que vale uma pessoa ou uma coisa.

Nos tornamos consumidores mais conscientes e queremos comprar objetivos e serviços de empresas que tenham valores alinhados aos nossos. Como, por exemplo, responsabilidade, respeito, ética, honestidade, humildade e cooperação. Não há dúvidas. Esses são valores que fazem sentindo e que você pratica diariamente, certo? Será? Porque os valores das empresas norteiam as pessoas que trabalham nelas, como você e eu.

“Nós passamos a desenvolver determinado valor, quando sentimos sua importância” Ken O´Donell

Pratico meditação Raja Yoga há sete anos. O foco da meditação está no autoconhecimento. E quando trilhamos esse caminho, não tem jeito. Vamos nos deparar com nosso lado “Darth Vader” de ser. E muitas pessoas param por aí. Mas, vamos dar mais um passo e fazer uma análise de como está a prática de valores na minha vida profissional, pessoal, na rua, no trânsito…

QUAL O MEU VALOR?

E aí muita gente vai dizer: sou um profissional supercompetente e cooperativo, um pai amoroso, amigo leal, não faço mal a ninguém. Há duas questões aí envolvidas. Primeiro, você não é pai, profissional, amigo, filho. Isso são papéis que você desempenha na sua vida. Existe algo além, maior, que é a sua essência. Vamos chamá-la de Eu Original.

Em segundo lugar, quando você diz que é um profissional supercompetente, mas, por exemplo, faz cópias de documentos na empresa para uso pessoal e ainda leva caneta e clips para casa, não está sendo ético, valor que consideramos fundamental numa empresa.

QUANTO É SUFICIENTE?

Quando você não arranja tempo para estar com um amigo, você não está sendo colaborativo. Cooperação. Como se fala nisso. Achamos superbacana, mas praticamos o suficiente?

Você está dirigindo e toma uma fechada, mas mesmo estando errado, o outro motorista te xinga. Aí você responde à altura, correndo até um certo risco de morte, já que muita gente anda armada nas grandes cidades (e nas pequenas também). Mas você vai dizer: foi ele quem me xingou! Eu não estava errado. Sou um cara de paz, só não levo desaforo para casa. Estamos nesse caso, na área da falta de autorrespeito e humildade. Porque quando tenho plena consciência do meu valor interno, das minhas virtudes e poderes, não me sinto insultado ou desrespeitado. Mantenho o equilíbrio em qualquer situação. Estou em paz.

Vamos sim demandar das empresas em que trabalhamos e das que consumimos produtos e serviços, que sejam transparentes e responsáveis, mas vamos antes fazer nosso dever de casa. Para não darmos uma de “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM…

Ah! Mas dá muito trabalho. Eu sou assim, não vou mudar. Temos de nos livrar da síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim.”

Ah! Mas é difícil. Definitivamente, deveríamos abolir essa palavra do dicionário. Ela é paralisante, nos mantém na zona de conforto.

Ao fazermos uma autoanálise, percebemos muito espaço para aprimoramento. Ainda estou muito longe de ser minha melhor versão. E isso requer empenho, coração e mentes abertos e, principalmente, coragem.

“Meditar diariamente aumenta meu estoque de entendimento e poder espiritual” Ken O´Donnell

Quantas vezes eu ouvi e sempre achei uma das coisas mais absurdas as pessoas dizerem: fulano é um chefe que grita e não sabe liderar, mas para ir num boteco tomar um chopp é a melhor companhia. Hein??? Tenho meus amigos para ir a um boteco. Do meu chefe quero respeito, exemplo e inspiração. Não tem como você ser uma pessoa no trabalho e outra fora. São papéis, como disse antes. Mas sua essência não está em seus papéis e ela é uma só.

Ao reservar um tempo diariamente para ficar em silêncio, posso focar no meu Eu Original e deixar todos os meus papéis de lado. Meditar significa entrar em contato com o que há de mais puro e verdadeiro. Acesso um oásis dentro de mim, pleno de paz, serenidade e força. E me recarrego.

Vamos sorrir mais, para conhecidos e estranhos. Vamos genuinamente ouvir quando estivermos falando com alguém, com atenção e sem julgar. Vamos praticar nossos valores com todos. Aí sim serei digno de cobrar das outras empresas aquilo que faço no meu dia a dia.

“Quando eu mudo, o mundo muda.” Esse é o lema da escola de meditação e qualidade de vida Brahma Kumaris. Faz todo sentido.

O que você acha? Me conta.

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